Outro Lado, Companhia Quatroloscinco, MG.

Ah, Nina Simone. Sim, mais uma vez, os personagens aparecem confinados num espaço onde não necessariamente escolheram estar. Estão a espera de um possível fim do caos externo, até que essa espera perca seu motivo ou sua razão de ser. Interessante as quebras da rotina do tempo, que parece ter mil possibilidades e ao mesmo tempo nada se modifica, para a transferência de uma atmosfera lúdica, em que de repente estão todos num cruzeiro e são repentinamente surpreendidos com a notícia de um jovem suicida. Tudo volta em súbito a ser como era antes. O espetáculo engana o espectador ao final, deixando que os aplausos venham antes do fim, e finalizando com uma naturalidade imperceptível.“Outro lado” aborda questões políticas e existenciais através de uma fábula central atravessada por diversas cenas e fragmentos que rompem a narrativa linear. A peça também discute os limites entre realidade e ficção; a relação entre memória e história; e os conflitos entre o universo particular e o coletivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário